Sexta-feira, Outubro 21, 2005

REFERENDO 2005: SIM OU NÃO - POR E-MAIL.

POR QUE SIM?
O debate sobre a proibição ou não de armas é uma guerra de hipóteses. Discutem-se teses que pouco têm a ver com a realidade pessoal de cada um, já que a grande maioria dos que são a favor ou contra nunca pegou ou pegará numa arma. O embate é sobre o direito dos outros, entre pressupostos e previsões — portanto abstrações — diferentes.

A turma do “Sim” defende a tese lógica de que, quanto menos armas à disposição, menos armas serão usadas, e adota a hipótese de que o acesso dos bandidos às armas também será limitado e o combate ao crime facilitado. A turma do “Não” diz que os cidadãos ficarão indefesos contra bandidos cujo acesso a armas ilegais não será afetado pela proibição, avança a tese da interferência indevida do Estado nas nossas vidas e acena com a hipótese do caos.

Escolha a sua racionalização.

Eu escolhi a lógica do “Sim” porque os argumentos do “Não”, sei não. Dizer que o desarmamento da população a deixaria vulnerável ao crime equivale a dizer que, até agora, a população armada fez um bom trabalho de se defender, o que não é o que mostram as estatísticas. As estatísticas e o bom senso (e a polícia) mandam não reagir ao criminoso armado. Uma vitória do “Não” no referendo teria que — pela lógica — ser seguida de medidas que encorajassem a compra de armas por particulares, eliminassem as restrições legais ao seu uso, e estimulassem o “vigilantismo”. Um real, e não mais apenas teórico, engajamento da população numa guerra a tiros com os bandidos. Ou seja, aí sim o caos.

Prefiro a hipótese do desarmamento geral, que dá mais recursos à autoridade para pegar o criminoso antes do crime, à “banditização” de todo o mundo.

Quanto à limitação, pelo Estado, do direito do cidadão, ela é justificada em vários casos, dos sinais de trânsito que o impedem de se matar em cruzamentos à proibição de fumar em lugar público que o impede de matar seu vizinho. No caso da proibição das armas o Estado também interfere para proteger o cidadão de si mesmo.

Luis Fernando Veríssimo

Domingo, 16 de outubro
JBONLINE




POR QUE NÃO?
História para quem esqueceu, ou nunca soube:

Em 1929, a União Soviética desarmou a população ordeira.

De 1929 a 1953, cerca de 20 milhões de dissidentes,
impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1911, a Turquia desarmou a população ordeira. De 1915 a 1917, um milhão e meio de armênios, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1938, a Alemanha desarmou a população ordeira. De 1939 a 1945, 13 milhões de judeus e outros "não arianos", impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1935, a China desarmou a população ordeira. De 1948 a 1952, 20 milhões de dissidentes políticos, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1964, a Guatemala desarmou a população ordeira. De 1964 a 1981,100.000 índios maias, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1970, Uganda desarmou a população ordeira. De 1971 a 1979, 300.000 cristãos, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Em 1956, o Camboja desarmou a população ordeira. De 1975 a 1977, um milhão de pessoas "instruídas", impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.

Pessoas indefesas caçadas e exterminadas nos países acima, no século XX,após o desarmamento da população ordeira, sem que pudessem se defender: 56 milhões.

Há doze meses o governo da Austrália editou uma lei obrigando o proprietários de armas a entregá-las para destruição. 640.381 armas foram entregues e destruídas, num programa que custou aos contribuintes mais de US$ 500 milhões. Os resultados, no primeiro ano, foram os seguintes:

Os homicídios subiram 3.2%, as agressões 8.6%, os assaltos a mão armada 44%. Somente no estado de Victoria, os homicídios subiram 300%. Houve ainda um dramático aumento no número de invasões de residências e agressões a idosos. Os políticos australianos estão perdidos, sem saber como explicar aos eleitores a deterioração da segurança pública, após os esforços e gastos monumentais destinados a "livrar das armas a sociedade australiana".

Naturalmente, a população ordeira entregou suas armas, enquanto os criminosos ignoraram essa lei, como já ignoravam as demais.

O mesmo está acontecendo no Reino Unido. País tradicionalmente tranquilo, onde até a polícia andava desarmada, adotou o desarmamento da população ordeira. Pesquisa realizada pelo Instituto Inter-regional de Estudos de Crime e Justiça das Nações Unidas revela que Londres hoje é considerada a capital do crime na Europa. Os índices de crimes a mão armada na Inglaterra e no País de Ga les cresceram 35% logo no primeiro ano após o desarmamento. Segundo o governo, houve 9.974 crimes envolvendo armas entre abril de 2001 e abril de 2002. No ano anterior, haviam sido 7.362 casos.

Os assassinatos com armas de fogo registraram aumento de 32%. A polícia já está armada.

Nos Estados Unidos, onde a decisão de permitir o porte de armas é adotada independentemente por cada estado, todos os estados com leis liberais quanto ao porte de armas pela população ordeira têm índices de crimes violentos em muito inferiores à média nacional, enquanto os estados com maiores restrições ostentam índices de crimes violentos expressivamente superiores à média nacional. Washington , onde a proibição é total, é a cidade mais violenta dos EUA.

Você não verá as informações acima disseminadas na imprensa local. Com honrosas exceções, a imprensa está fechada com as ONGs internacionais que pregam o desarmamento, por mais perigoso e ineficaz, Deus sabe com que propósitos.

Armas em poder da população ordeira e responsável salvam vidas e defendem propriedade. Leis de desarmamento afetam somente a população ordeira.

Em 2003, com a aprovação do absurdo Estatuto do Desarmamento, o Brasil iniciou o processo de desarmar a população ordeira. Salvo engano, isso quer dizer Você. E se você não lutar contra isso, você ou sua família poderão ser as próximas vítimas indefesas.

Com armas, somos cidadãos. Sem armas, somos aúditos. Quem desarma a vítima fortalece o agressor. Na hora do perigo, será que a polícia vai estar lá? Chamar a polícia pode levar alguns segundos, esperar por ela pode levar o resto da sua vida. Uma arma na mão é melhor que um policial ao telefone.

O Brasil tem a mania de andar na contra-mão da história. E aqueles que tomam, por nós, as decisões, estão confortavelmente protegidos pelo aparato de segurança do Estado, circulando em carros blindados, tudo pago pelo nosso dinheiro. A única coisa que temem é o uso consciencioso do voto. Do nosso voto.

Quem não luta pelos seus direitos, não tem direitos. Repassar essa mensagem pode ser a sua forma de lutar. Escolher bem na hora de votar, exigir o compromisso de cada candidato com a sua segurança, também.

Não atire para matar, mas atire para ficar vivo. Criminosos adoram o desarmamento das vítimas. Faz a atividade deles muito mais segura.

EU JÁ FIZ A MINHA ESCOLHA!!!!

2 comentários:

Dani disse...

Eu acho que o importante é poder decidir e pensar o que a gente bem entender.

Reinaldo disse...

O importante é que tudo isso acabou! Eu não merecia acordar para votar nisso! Quer dizer, talvez, merecia!
Beijos!